Produção de carvão ativado a partir de resíduos de poda urbana de Cojoba arborea e Mangifera indica e aplicação na remoção de fármacos em meio aquoso
DOI:
https://doi.org/10.14808/sci.plena.2026.019903Palavras-chave:
carvão ativado, adsorção de fármacos, biomassaResumo
A produção de carvão ativado (CA) a partir de podas de árvores urbanas representa uma alternativa sustentável para o aproveitamento de resíduos lignocelulósicos. Neste estudo, utilizaram-se resíduos de Mangifera indica (mangueira) e Cojoba arborea (brinco-de-índio), com ativação química utilizando cloreto de zinco (ZnCl₂). Os resíduos foram secos ao ar (25 ± 5 °C) por 30 dias, triturados e submetidos à carbonização em forno mufla a 310 °C por 1 hora. A ativação foi otimizada por Delineamento Composto Central Rotacional (DCCR), variando-se a temperatura de pirólise e a razão ZnCl₂/carvão vegetal (ZnCl₂/CV), sendo a resposta a quantidade de grupos ácidos (mEq g⁻¹). As condições ideais foram 331 °C e razão 2,4 para o CA de mangueira (MG-T1) e 239 °C e razão 2,7 para o CA de brinco-de-índio (BI-T2). Após a otimização, realizaram-se testes de adsorção com seis fármacos (tetraciclina, cloranfenicol, sulfaclorpiridazina (SCP), sulfametoxazol, metformina, ciprofloxacina) em meio aquoso nos pH 2,5, 5,5 e 8,5. Os carvões ativados foram caracterizados quanto ao ponto de carga zero (pHPCZ), morfologia (MEV) e estrutura (DRX), apresentando porosidade e composição adequadas à adsorção. O melhor desempenho foi observado para o CA BI-T2, com remoção de 82,6% da SCP em pH 5,5. Os resultados indicam que os CA produzidos possuem potencial para aplicação em tratamentos de águas contaminadas com fármacos.
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