Ocorrência e condições clínicas de tartarugas marinhas do litoral do Pará, Amazônia, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.14808/sci.plena.2026.028001Palavras-chave:
testudines, encalhe, fibropapilomatoseResumo
O litoral paraense é importante para a alimentação, repouso e reprodução das tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil. Este estudo investigou a ocorrência e as afecções clínicas dos animais atendidos no CETRAS-UFRA entre janeiro de 2021 e dezembro de 2022. Para isso, os prontuários médicos de 20 tartarugas foram utilizados para a coleta de dados sobre os animais e sua afecções, os quais foram analisados por estatística descritiva, teste do qui-quadrado, coeficiente de Cramér’s V (p < 0,05) e interpretação gráfica no software RStudio. As espécies registradas no CETRAS foram Eretmochelys imbricata (50%), Chelonia mydas (40%) e Caretta caretta (10%), mas as principais espécies que ocorrem no litoral paraense são C. mydas, E. imbricata, C. caretta, D. coriacea e L. olivacea. A maioria dos animais atendidos eram filhotes (50%) e juvenis (40%), oriundos de Salinópolis (55%), sendo o município de Curuçá o que tem maior quantidade de registros secundários. A distribuição dos animais não é aleatória, estando associada à espécie, ao local e ao histórico de resgate (Cramér’s V = 0,95 e 0,89). As afecções mais frequentes foram respiratórias (47,06%), por pneumonia, e tegumentares (44,12%), por dermatites, lesões abrasivas e fibropapilomatose, esta última observada em três C. mydas. As condições corporais variaram de regulares (60%) a delgadas (20%), e 65% dos animais apresentaram leve desidratação. O estudo contribui para o conhecimento da ocorrência e das condições de saúde das tartarugas marinhas encontradas no litoral paraense, destacando a necessidade de estratégias de conservação e de programas de monitoramento mais eficazes.
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