A expressão do passado imperfectivo na obra de Fernão Lopes: uma análise diacrônica

A. M. Santos, R. M. Ko. Freitag

Resumo


No transcorrer da conversação informal, recorremos a duas formas verbais para indicar o valor de passado imperfectivo: o pretérito imperfeito do indicativo (IMP) cantava; e a forma perifrástica constituída pelo auxiliar estar, acompanhado do morfema de pretérito imperfeito do indicativo e verbo principal no gerúndio (IMP V+ndo), estava cantando. Este trabalho, que tem como campo de atuação a Linguística Histórica, busca fazer uma análise histórico-diacrônica das formas que indicam passado imperfectivo no português arcaico. A “Chonica de El-Rei D. João  I” (1644), do cronista português Fernão Lopes, é analisada para que possamos verificar as alterações das funções semântico-discursivas que as formas verbais referentes ao passado imperfectivo podem ter sofrido ao longo do tempo. Com este estudo, buscamos comprovar que textos arcaicos, anteriores às propostas de normatização da língua portuguesa, servem como corpus de análise para verificarmos os processos de variação e mudança de uma determinada língua.

Palavras-chave


Passado imperfectivo, variação, mudança, Fernão Lopes

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