Perfil fitoquímico e atividade antioxidante de flores e frutos de Pereskia aculeata Miller

Autores

  • Thiago Vieira de Moraes Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
  • Júlia Montenegro Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
  • Thaisa Santos Marques Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
  • Leonardo Max Evangelista Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
  • Cristiane Barbosa Rocha Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
  • Anderson Junger Teodoro Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
  • Lucilia Kato Universidade Federal de Goiás
  • Ricardo Felipe Alves Moreira Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2021.051503

Palavras-chave:

frutos e flores de ora-pro-nóbis, composição química, atividade antioxidante

Resumo

Dentre a diversidade de espécies de plantas alimentícias não convencionais (PANC), a Pereskia aculeata Miller, conhecida popularmente como ora-pro-nóbis (OPN), está sendo consumida cada vez mais no Brasil. O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade antioxidante e a composição das frações volátil e não volátil das flores e frutos de OPN. A fração volátil foi isolada por hidrodestilação e por extração em fase sólida e caracterizada por CG/EM e CG/DIC. Extratos aquosos obtidos das amostras foram avaliados quanto ao teor total de compostos fenólicos (Folin-Ciocalteu) e à atividade antioxidante (DPPH, FRAP e ORAC). A identificação dos ácidos fenólicos, flavonoides e alcaloides presentes nessas matrizes foi conduzida por CLAE/EMAR. Foram identificados um total de vinte e oito compostos voláteis nas amostras. O ácido hexadecanóico e o escaleno foram os únicos compostos detectados em todas as frações voláteis. O ácido hexadecanóico, linoleico, oleico e o fitol se destacaram quantitativamente. O β-linalol, α-terpineol, β-farneseno e trans-nerolidol têm potencial para influenciar o aroma da FF. No que diz respeito à fração não volátil, foram identificados 17 compostos (fenólicos e alcaloides) no FV e 11 na FF. A FF, entretanto, apresentou maior potencial antioxidante do que os frutos, o que pode ser explicado pela concentração desses compostos durante o processo de secagem dessas flores. Até onde sabemos, este é o primeiro estudo sobre o perfil fitoquímico e a atividade antioxidante das flores da Pereskia aculeata Miller, além de apresentar dados inéditos sobre o perfil de voláteis dos frutos desta espécie.

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Publicado

2021-07-01

Edição

Seção

Artigos