O elegante controle do trabalho em “O Diabo veste Prada”

Autores

  • Ana Virgínia Andrade de Oliveira
  • Marley Rosana Melo de Araújo Departamento de Psicologia - Universidade Federal de Sergipe

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2017.077101

Palavras-chave:

Toyotismo, Flexibilização, Trabalho.

Resumo

OO trabalho exerce papel real e simbólico na vida das pessoas, embora suas feições tenham mudado ao longo do tempo, decorrente de avanços científicos, tecnológicos, mercadológicos e sócio-culturais, os quais impõem novos desafios e exigências ao trabalhador contemporâneo. Este artigo objetivou ilustrar as características do Toyotismo, especialmente no que concerne ao gerenciamento das relações subjetivas de trabalho, e seus efeitos nos trabalhadores. Para tanto, foi realizada análise fílmica da obra cinematográfica “O Diabo veste Prada”, consistindo de: definição do objeto e tema de pesquisa; seleção, crítica externa e interna do filme; comparação e análise dos conteúdos. Após análise das cenas, constatou-se que a característica mais marcante deste modelo é a flexibilização e que o filme ilustra o que é exposto na literatura científica sobre essa temática, confirmando vivências de insegurança, individualismo e competitividade, amplamente difundidos no modelo toyotista. Espera-se clarificar aspectos deste modelo de regulação do trabalho, de forma a favorecer posicionamentos do psicólogo em sua atuação em contextos laborais.

Biografia do Autor

Ana Virgínia Andrade de Oliveira

Graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Sergipe (2011). Especialista em Psicologia, Organizações e Trabalho pela Universidade Tiradentes/Instituto Zanelli (2014). Atua como consultora empresarial, com experiência de trabalhos principalmente na área de desenvolvimento humano.

Marley Rosana Melo de Araújo, Departamento de Psicologia - Universidade Federal de Sergipe

Graduada em Psicologia e doutora em Teoria e Pesquisa do Comportamento pela Universidade Federal do Pará. Pós-Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Professora Associada II do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS). 

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Publicado

2017-09-05

Edição

Seção

Artigos