Qualidade da água que entra no estuário do rio Vaza Barris pelo principal fluxo de contribuição de água doce

Anderson Nascimento Vasco, Daniel Ornelas Ribeiro, Ana Claudia Alencar da Silva Santos, Arisvaldo Vieira Mello Júnior, Edson Diogo Tavares, Luis Carlos Nogueira

Resumo


Este trabalho objetivou avaliar a qualidade da água que entra no estuário do Rio Vaza Barris pelo principal fluxo de contribuição de água doce, através de parâmetros físico-químicos e microbiológicos, durante a estação seca do ano de 2008. A água foi amostrada em dois pontos de coleta, um à montante (Ponto 1) e outro à jusante (Ponto 2) da cidade de Itaporanga d’Ajuda, o que permitiu avaliar aspectos da qualidade da água do rio antes e depois de passar pelo perímetro urbano. Os resultados foram comparados aos padrões brasileiros de qualidade para as águas salobras (Classe 1), conforme a Resolução CONAMA n° 357, de 2005, e da Portaria nº 518/04 para potabilidade do Ministério da Saúde. Os teores de ferro em ambos os pontos de amostragem à montante (0,36 mg.L-1), e, à jusante (1,59 mg.L-1), estiveram acima do limite estabelecido (0,3 mg.L-1), mostrando que o valor de jusante ultrapassou o limite em mais de 5 vezes. Para coliformes termotolerantes, os valores de 400 NMP/100 mL (montante) e 3400 NMP/100 mL (jusante), ultrapassaram o limite de 200 NMP/100 mL para irrigação em 2 e 17 vezes, respectivamente. Considerando o limite de 1000 NMP/100 mL para as demais finalidades de uso da água do rio, somente a água a jusante do perímetro urbano estaria desqualificada (3,4 vezes acima do limite). Esses resultados indicam a presença de fontes poluentes antes e depois da cidade de Itaporanga d’Ajuda, demandando ações mitigatórias urgentes.


Texto completo:

PDF

Apontamentos



Direitos autorais 2016 Scientia Plena

Licença Creative Commons
Todo conteúdo deste periódico, salvo quando explicitado de forma diferente, está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.