Análise da qualidade de drogas vegetais comercializadas como espinheira-santa (Monteverdia ilicifolia (Mart. ex Reissek) Biral) no Oeste do Paraná
DOI:
https://doi.org/10.14808/sci.plena.2026.094501Palavras-chave:
Maytenus, taninos, adulteraçãoResumo
A espinheira-santa (Monteverdia ilicifolia (Mart. ex Reissek) Biral) é utilizada no tratamento de distúrbios gastrointestinais, entretanto, relatos apontam sua frequente adulteração quando adquiridas no comércio. O estudo avaliou a qualidade das drogas vegetais comercializadas como “espinheira-santa” no varejo de Cascavel, Paraná, com foco nos parâmetros de identidade, pureza e doseamento preconizados pela Farmacopeia Brasileira. A análise morfológica e anatômica das folhas demonstrou que sete das 10 amostras correspondiam à espécie Monteverdia ilicifolia, enquanto três apresentaram características compatíveis com Sorocea bonplandii. As amostras autênticas apresentaram manchas cromatográficas correspondentes à epicatequina, enquanto as adulteradas não exibiram esse marcador químico, confirmando adulteração. Os teores de água e cinzas totais permaneceram dentro dos limites farmacopeicos; entretanto, todas as amostras apresentaram valores elevados de matéria estranha, variando de 34,78% a 89,28% (máximo 2,0%). Além disso, todas apresentaram índice de espuma inferior ao mínimo estabelecido (<250) e nenhuma atingiu o teor mínimo de 2,0% de taninos totais. As análises microbiológicas não detectaram presença de patógenos, enquanto os metais potencialmente tóxicos (Cd, Pb e Ni) apresentaram valores abaixo do limite de quantificação, também houve diferença na concentração de Fe e Mn entre as amostras de M. ilicifolia e S. bonplandii. Os resultados demonstram que as drogas vegetais avaliadas não atendem aos requisitos mínimos de qualidade, evidenciando problemas relacionados à adulteração, presença de impurezas e baixos teores de marcadores químicos. Isso indica a necessidade de maior fiscalização e de melhores práticas de manejo e comercialização dessas plantas medicinais.
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