Diversidade de corpos de sílica biogênica no estômago de peixes bentônicos da planície aluvial do alto rio Paraná

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2026.068001

Palavras-chave:

biomineralização, fitólitos, esponja de água doce

Resumo

A planície aluvial do Alto Paraná inclui rios, canais e lagoas com características limnológicas distintas. Nessa região, os peixes bentônicos representam 47% da ictiofauna e se alimentam de sedimentos ricos em silte, areia e matéria orgânica. Esses depósitos preservam estruturas de sílica biogênica, como espículas de esponjas, fitólitos e frústulas de diatomáceas, que são úteis em estudos paleoambientais e taxonômicos. Embora a sílica biogênica na dieta de peixes de água doce seja pouco estudada, sua presença em espécies bentônicas pode refletir os organismos produtores de sílica no ambiente. Assim, o objetivo deste estudo foi identificar a diversidade de corpos de sílica biogênica nos estômagos de peixes bentônicos da planície aluvial do Alto Paraná. A análise de fitólitos demonstrou morfotipos característicos daqueles produzidos por gramíneas, árvores e arbustos, e indicou a presença de palmeiras. Portanto, a análise de sílica biogênica nos estômagos de peixes bentônicos mostrou-se eficaz na identificação e análise da dispersão de esponjas de água doce. Os resultados confirmaram a predação de cinco espécies de esponjas de água doce nos ambientes e subambientes amostrados, e a análise dos fitólitos demonstrou a presença de morfotipos já descritos para aqueles produzidos pela região da planta.

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Publicado

2026-07-17

Como Citar

Maler de Oliveira, L., Parolin, M., Benedito, E., Maximilian Ratz Scoarize, M., & Luisa Osterrieth, M. (2026). Diversidade de corpos de sílica biogênica no estômago de peixes bentônicos da planície aluvial do alto rio Paraná. Scientia Plena, 22(6). https://doi.org/10.14808/sci.plena.2026.068001

Edição

Seção

Artigos