Águas residuais tratadas como fonte alternativa de irrigação para a produção de milho em regiões semiáridas
DOI:
https://doi.org/10.14808/sci.plena.2026.070201Palavras-chave:
efluente, melhoramento de plantas, Zea mays L.Resumo
O uso de águas residuais tratadas como fonte alternativa de irrigação para o cultivo de milho (Zea mays L.) em regiões semiáridas é uma estratégia essencial para mitigar a escassez hídrica e promover o uso sustentável dos recursos hídricos. Objetivou-se avaliar o potencial da irrigação com águas residuais na produção de milho e analisar a viabilidade de um sistema de duplo cultivo na região semiárida de Sergipe, Brasil. Os experimentos foram realizados em Nossa Senhora das Dores-SE (primeira safra irrigada) e Nossa Senhora da Glória-SE (segunda safra em sequeiro). O delineamento experimental foi em blocos casualizados (DBC), com duas repetições e 17 genótipos. Foram avaliadas a altura da planta (AP), altura da espiga (AE) e produtividade de grãos (PG). Observou-se diferença significativa no PG entre os regimes hídricos, com o maior rendimento (4.336,00 kg/ha) registrado sob irrigação com águas residuais. Também houve interação significativa entre genótipo e ambiente, indicando respostas diferenciadas dos genótipos conforme o regime hídrico. Essa interação sugere o potencial de seleção de genótipos adaptados à irrigação com águas residuais, otimizando a produtividade em ambientes com restrição hídrica. No entanto, AP e AE não apresentaram variações significativas entre os ambientes. A irrigação com águas residuais tratadas melhorou a PG do milho, aumentando em 2.543,00 kg/ha em comparação com o cultivo em sequeiro, possibilitando dois ciclos de cultivo na região. Esses resultados demonstram a viabilidade dessa prática como uma estratégia sustentável para a agricultura em regiões semiáridas, contribuindo para a seleção de genótipos adaptados a diferentes condições hídricas.
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