Microencapsulação do óleo essencial de Citrus sinensis (L) Osbeck pelo método da coacervação simples

Autores

  • J. K. M. C. Gonsalves Laboratório de Desenvolvimento Farmacotécnico-DFS, Universidade Federal de Sergipe
  • A. M. B. Costa Laboratório de Desenvolvimento Farmacotécnico-DFS, Universidade Federal de Sergipe
  • D. P. de Sousa Laboratório de Química de Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos -DFS
  • S. C. H. Cavalcanti Laboratório de Química Farmacêutica -DFS , Universidade Federal de Sergipe
  • R. S. Nunes Laboratório de Desenvolvimento Farmacotécnico-DFS, Universidade Federal de Sergipe

Palavras-chave:

Quitosana, microencapsulação, óleo essencial

Resumo

A dengue, um dos principais problemas de saúde pública no mundo, é transmitida pelo Aedes aegypti. O controle químico, principalmente por organofosforados, é um dos instrumentos mais efetivos. Entretanto, a resistência mostra-se como um dos principais problemas. Uma alternativa viável do controle do vetor seria o uso de monoterpenos ou suas misturas complexas (óleos essenciais). O limoneno, principal constituinte do óleo essencial de Citrus sinensis, apresenta intensa atividade larvicida frente às larvas do Aedes aegypti. Logo, a utilização deste óleo no controle larvicida do Aedes aegypti  mostra-se adequada. No entanto a baixa estabilidade do óleo essencial (volatilidade, oxidação dos constituintes, entre outros), desfavorece sua utilização direta sendo necessária a sua microencapsulação. Neste sentido microcápsulas foram preparadas por coacervação simples e caracterizadas por FTIR. A quitosana foi utilizada como polímero formador de parede apresentando grau de desacetilação de 87,31%, o rendimento do processo de formação de microcápsulas foi de 82,81% e a eficiência de encapsulação do óleo essencial foi de 31,16%. Com a caracterização espectroscópica foi possível observar  a reticulação da quitosana pelo glutaraldeído (formação de grupamento imina – 1656 cm-1). 

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