Riqueza e abundância de espécies de flebotomíneos em assentamentos humanos e fragmentos florestais degradados na Amazônia Maranhense

Autores

  • Janilde de Melo Nascimento Programa de Pós-Graduação da Rede Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal - Rede BIONORTE https://orcid.org/0000-0002-6623-7348
  • Jorge Luiz Pinto Moraes Programa de Pós-Graduação da Rede Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal - Rede BIONORTE, Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação https://orcid.org/0009-0007-0171-9825
  • Maria da Conceição Abreu Bandeira Laboratório de Entomologia e Vetores - Universidade Federal do Maranhão
  • James Werllen de Jesus Azevedo Programa de Pós-Graduação da Rede Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal - Rede BIONORTE https://orcid.org/0000-0002-7034-4592
  • José Manuel Macário Rebêlo 3Laboratório de Entomologia de Vetores, Departamento de Biologia, Universidade Federal do Maranhão, Avenida dos Portugueses 1966, Campus do Bacanga, 65080-805, São Luís, Maranhão, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-0223-0980

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2024.058001

Palavras-chave:

insect vectors, biodiversity, deforestation

Resumo

O presente estudo analisa a variação na riqueza e abundância de flebotomíneos em assentamentos rurais, com diferentes graus de degradação florestal, na Amazônia do Estado do Maranhão. Os flebotomíneos foram capturados nos municípios de Santa Luzia (área moderadamente degradada), Senador La Rocque (muito degradada) e Governador Nunes Freire (completamente degradada), durante três noites consecutivas, uma vez por mês, de maio/2012 a abril/2014. No computo geral, foram capturados 6.810 espécimes de 35 espécies de flebotomíneos, distribuídas em 13 gêneros. O mais diversificado foi Evandromyia (9 espécies), seguido por Psathyromyia (5), Pressatia (3) e Psychodopygus (3). As espécies mais abundantes foram Nyssomyia whitmani (32,33%), Evandromyia evandroi (14,89%), Lutzomyia longipalpis (12,45%), Brumptomyia avellari (6,73%), Pintomyia damascenoi (6,59%) e Migonemyia migonei (6,46%). Em todas as áreas a riqueza de espécies foi maior nos fragmentos florestais do que nos peridomicílios rurais, exceto naquela, cujo fragmento florestal estava muito degradado. A abundância de indivíduos foi maior em todos os peridomicílios. A degradação crescente da cobertura vegetal natural vem reduzindo as florestas e a riqueza de espécies de flebotomíneos. Entretanto, os fragmentos de florestas secundárias remanescentes ainda mantêm um número considerável de espécies, as quais frequentam em maior ou menor grau os assentamentos rurais adjacentes. Esses novos ambientes oferecem aos flebotomíneos oportunidades (abrigos e fontes de alimento) necessárias para a reprodução e proliferação. Como consequência, as leishmanioses passam a mudar o seu perfil epidemiológico, incidindo nas populações humanas suscetíveis.

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Publicado

2024-06-14

Como Citar

Nascimento, J. de M., Moraes, J. L. P., Bandeira, M. da C. A., Azevedo, . J. W. de J., & Rebêlo, J. M. M. (2024). Riqueza e abundância de espécies de flebotomíneos em assentamentos humanos e fragmentos florestais degradados na Amazônia Maranhense. Scientia Plena, 20(5). https://doi.org/10.14808/sci.plena.2024.058001

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