Estoque e fluxo de serapilheira e nutrientes na Amazônia: definindo padrões dos últimos 40 anos de pesquisa científica

Autores

  • Julia Isabella de Matos Rodrigues Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais, Universidade Federal Rural da Amazônia https://orcid.org/0000-0001-7394-8482
  • Walmer Bruno Rocha Martins Departament of Forestry Engineer, Federal Rural University of Amazonia, 68650-000, Capitão Poço, Pará, Brazil https://orcid.org/0000-0001-8795-1703
  • Victor Pereira de Oliveira Graduate Program in Tropical Forest Sciences. National Institute of Amazon Research, 69060-062, Manaus, Amazonas, Brazil https://orcid.org/0000-0001-9049-9164
  • Myriam Suelen da Silva Wanzerley Departament of Environmental Engineering and Renewable Energy, Federal Rural University of Amazonia, 66077-830, Belém-Pará, Brazil
  • Hiago Felipe Cardoso Pacheco Graduate Program in Forest Sciences, Federal Rural University of Amazonia, 66077-830, Belém-Pará, Brazil
  • Felipe Cardoso de Menezes Graduate Program in Forest Sciences, Federal Rural University of Amazonia, 66077-830, Belém-Pará, Brazil
  • Francisco de Assis Oliveira Graduate Program in Forest Sciences, Federal Rural University of Amazonia, 66077-830, Belém-Pará, Brazil https://orcid.org/0000-0002-3872-8342

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2023.077301

Palavras-chave:

análise bibliométrica, ciclio biogeoquímico, dinâmica de serapilheira

Resumo

A ciclagem de nutrientes, garantida pela decomposição da serapilheira, destaca-se como um processo essencial para a manutenção dos ecossistemas amazônicos. Estudos sobre a camada de serapilheira na superfície do solo são indispensáveis, principalmente porque ajudam a fornecer informações sobre esses ecossistemas. Portanto, para definir parâmetros relacionados ao estoque e fluxo de serapilheira e nutrientes na Amazônia, realizamos uma análise qualitativa e quantitativa de artigos em publicações acadêmicas desenvolvidas na Amazônia nos últimos 40 anos (1980-2019). Identificamos 83 artigos, sendo a maioria (85,39%) desenvolvida no Brasil. Constatamos que 67% desses estudos estavam relacionados ao método de fluxo e apenas 11,24% deles estavam relacionados a ambos os métodos de coleta (estoque e fluxo de serapilheira). O estoque de serapilheira variou de 4,94 ± 2,07 Mg ha-1 a 11,05 ± 4,67 Mg ha-1 para Sistemas Agroflorestais (AFS) e Plantio Misto (MIP), respectivamente. Enquanto a serapilheira variou de 2,09 ± 1,14 Mg ha-1 ano-1 a 9,01 ± 6,09 Mg ha-1 ano-1 para ecossistemas de pastagem (PAS) e AFS. Os nutrientes da serapilheira na Amazônia seguem a seguinte ordem decrescente: N>Ca>K>Mg>P. Nossos resultados indicam a necessidade de maior atenção e investimento nas pesquisas florestais amazônicas, para que mais estudos sobre o assunto possam ser desenvolvidos, principalmente aqueles com foco na restauração ecológica.

Biografia do Autor

Julia Isabella de Matos Rodrigues, Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais, Universidade Federal Rural da Amazônia

Laboratório de Manejo de Ecossistemas e Bacias Hidrográficas, Instituto de Ciências Agrárias

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Publicado

2023-08-21

Como Citar

de Matos Rodrigues, J. I. ., Martins, W. B. R., Oliveira, V. P. de, Wanzerley, M. S. da S., Pacheco, H. F. C., Menezes, F. C. de, & Oliveira, F. de A. (2023). Estoque e fluxo de serapilheira e nutrientes na Amazônia: definindo padrões dos últimos 40 anos de pesquisa científica. Scientia Plena, 19(7). https://doi.org/10.14808/sci.plena.2023.077301

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