Avaliação de Rejeitos Radioativos em Serviços de Medicina Nuclear no Estado de Sergipe

F. C. L. Ferreira, C. M. S. Magalhães, N. V. Costa, L. L. Lima, L. X. Cardoso, C. J. Cunha, D. N. Souza, S. O. Souza

Resumo


Em medicina nuclear os rejeitos radioativos que não puderem ser jogados no sistema de lixo urbano, conforme a norma da CNEN-NN-6.05, devem ser segregados e acondicionados para serem armazenados em caráter temporário até que possam ser eliminados ou transferidos para um local adequado. Neste trabalho foi avaliado o gerenciamento de rejeitos radioativos sólidos e líquidos produzidos em dois serviços de medicina nuclear do Estado de Sergipe, Brasil, com ênfase nas quantidades geradas, tipos de rejeitos, condições de armazenamento e descarte. Tal avaliação teve por objetivo verificar se o tratamento dos rejeitos estava de acordo com a norma CNEN-NE-6.05 “Gerência de Rejeitos Radioativos em Instalações Radiativas” de 1985. Utilizou-se um medidor Geiger Muller para a realização do levantamento dos níveis de radiação desses rejeitos (seringas, agulhas, frascos e papeis de bancada). Foram analisados somente os rejeitos de radionuclídeos de 99m Tc e 131I. Em todas as medidas realizadas a radiação de fundo foi considerada. Foram medidos aproximadamente 295 quilos de rejeitos radioativos separados por radionuclídeos durante 48 meses e observou-se que os profissionais estão respeitando os limites para liberação destes rejeitos, máximo de 7,5 x 10^4 Bq/kg (2  μCi/kg). Em relação aos rejeitos líquidos lançados na rede de esgoto, foi analisado seu trajeto até a estação de tratamento.  

Palavras-chave


medicina nuclear, gerenciamento, rejeitos radioativos

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