Aporte e estoque de serapilheira no Brasil: uma análise bibliométrica da produção científica de 2008 a 2019

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2021.067301

Palavras-chave:

ciclo biogeoquímico, meta-análise, dinâmica de serapilheira

Resumo

A ciclagem de nutrientes é um processo chave na manutenção de florestas tropicais. A importância da serapilheira na ciclagem de nutrientes é um tema relevante e vem se tornando a base de diversos estudos nas últimas décadas. Com o objetivo de realizar uma análise quali-quantitativa sobre os estudos de serapilheira no Brasil, foi realizada uma bibliometria da produção científica no período de 2008-2019. Analisamos 119 artigos, distribuídos em 19 periódicos. O ano de 2015 apresentou o maior número de publicação com 18 artigos. O estado do Rio de Janeiro representou 13,45% da produção cientifica, e o bioma Mata Atlântica concentrou 55,72% das publicações, o que pode estar relacionado à presença das Fundações de Apoio à Pesquisa que mais investem na ciência brasileira. Mais da metade das publicações realizaram pesquisas em apenas um ecossistema. Do total de publicações, 71,4% quantificou o aporte da serapilheira, enquanto 21,9% o estoque. Os maiores valores de massa seca de serapilheira foram registrados no bioma Amazônia, com 8,32 ± 2,57 Mg ha-¹ ano-1 e nos ecossistemas caracterizados como floresta primária, com 8,19 ± 3,27 Mg ha-¹      ano-¹. Para o estoque, os estudos realizados no Cerrado apresentaram as maiores médias, com 7,24 ± 1,98   Mg ha-¹. Os resultados demonstraram que o número de publicações se concentra em determinadas regiões brasileiras. Além disso, percebem os que o maior número de estudos em ecossistemas de plantio monoespecífico e misto pode estar relacionado à importância ecológica e econômica para o Brasil.

Biografia do Autor

Julia Isabella de Matos Rodrigues, Universidade Federal Rural da Amazônia

Laboratório de Manejo de Ecossistemas e Bacias Hidrográficas, Instituto de Ciências Agrárias

Layse Fernanda Faro do Amaral, Universidade Federal Rural da Amazônia

Instituto de Ciências Agrárias

Walmer Bruno Rocha Martins, Universidade do Estado do Pará

Programa de pós graduação em Ciências Ambientais

Helio Brito dos Santos Junior, Universidade Federal Rural da Amazônia

Programa de pós graduação em Ciências Florestais

Lívia Gabrig Turbay Rangel-Vasconcelos, Universidade Federal Rural da Amazônia

Instituto de Ciências Agrárias

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Publicado

2021-07-22

Edição

Seção

Artigos