Respostas fisiológicas de mudas de Triplaris gardneriana Wedd. (Polygonaceae) sob seca intermitente

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2021.124901

Palavras-chave:

déficit hídrico, partição de biomassa, prolina

Resumo

Triplaris gardneriana Wedd é uma espécie arbórea que ocorre em áreas com diferentes condições climáticas no Brasil, desde florestas tropicais úmidas a florestas tropicais secas. Um aumento crescente na temperatura global e nos eventos de seca pode modificar o padrão de crescimento e estabelecimento da espécie. Para avaliar os efeitos da seca intermitente sobre o crescimento de mudas de T. gardneriana, foi desenvolvido um experimento utilizando mudas de um mês de idade submetidas a três tratamentos hídricos [rega diária como controle e seca intermitente por ciclos de suspensão de rega em intervalos de sete (S7) e quatorze dias (S14) entre regas]. O crescimento, produção e partição de biomassa, conteúdo relativo de água (CRA), acúmulo de solutos orgânicos, integridade protoplasmática e índice de plasticidade fenotípica (IPF) foram avaliados para uma melhor compreensão no grau de tolerância à seca. A seca intermitente afetou severamente o crescimento das plantas S14, apresentando menor altura, número de folhas, área foliar e biomassa seca. O CRA foi reduzido, enquanto que a concentração de carboidratos e prolina aumentaram em resposta ao estresse hídrico. Os danos protoplasmáticos aumentaram a extrusão de eletrólitos nas plantas submetidas ao estresse severo. Entretanto, T. garderiana demonstrou tolerância moderada ao déficit hídrico. As mudanças plásticas observadas foram mais fisiológicas do que morfológicas. Portanto, a espécie T. gardneriana demonstrou ser moderadamente tolerante à seca intermitente.

Biografia do Autor

Elizamar Ciríaco da Silva, Departamento de Biologia - Universidade Federal de Sergipe

Professora, Laboratório de Fisiologia e Ecofisiologia Vegetal, Departamento de Biologia, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de Sergipe. Área de Botânica, atuando em Fisiologia Vegetal, Ecofisiologia Vegetal, Fisiologia de Plantas sob Estresses Abióticos.

José Roberto Vieira Aragão, Universidade Estadual de Campinas

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Laboratório de Ecologia Vegetal, Departamento de Biologia Vegetal, Universidade Federal de Campinas, área de atuação: ecologia de populações e ecossistemas, manejo florestal, previsão e combate às mudanças climáticas.

Iére Barros Bispo, Universidade Federal de Sergipe

Bióloga, Laboratório de Fisiologia e Ecofisiologia Vegetal, Universidade Federal de Sergipe, área de atuação: Fisiologia do estresse hídrico em plantas.

Islayne da Cruz Menezes, Universidade Federal de Sergipe

Curso de Ecologia, Universidade Federal de Sergipe. Área Ecofisiologia Vegetal.

Hugo Henrique Costa do Nascimento, Universidade Federal de Alagoas

Professor, Laboratório de Tecnologia da Produção, Campus Engenharia e Ciências Agrárias, Universidade Federal de Alagoas, área de atuação: produção de mudas, viveiros florestais e ecofisiologia de essências florestais.

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Publicado

2022-01-14