Fitossociologia e propriedades físicas da liteira em um ecossistema sucessional alterado pela agricultura itinerante na Amazônia oriental

Autores

  • Helio Brito dos Santos Junior Instituto de Ciências agrárias-UFRA
  • Elizane Alves Arraes Araújo Instituto de Ciências agrárias-UFRA
  • Julia Isabella de Matos Rodrigues Instituto de Ciências agrárias-UFRA
  • Walmer Bruno Rocha Martins Instituto de Ciências agrárias-UFRA
  • Livia Gabrig Turbay Rangel-Vasconcelos Instituto de Ciências agrárias-UFRA
  • Francisco de Assis Oliveira Instituto de Ciências agrárias-UFRA

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2021.060202

Palavras-chave:

biogeoquímico, floresta secundária, manejo da liteira

Resumo

Este estudo teve como objetivo avaliar as propriedades físicas da liteira e a fitossociologia de uma floresta sucessional, 12 anos após o término do experimento de manipulação de recursos naturais, submetida a três tratamentos: Controle (CTL); Remoção de liteira (REM) e Irrigação (IRR). Realizamos a caracterização fitossociológica da comunidade (CAP > 15 cm) e coletamos a liteira estocada no solo em dois períodos (chuvoso e menos chuvoso). As variáveis analisadas das propriedades físicas da liteira foram o estoque de liteira (Mg ha-1), densidade (g cm-3), espessura (cm) e a capacidade de retenção hídrica (%). As espécies Lacistema pubescens, Annona exsucca e Ocotea guianensis foram encontradas em todos os tratamentos. Os tratamentos CTL e IRR apresentaram as maiores densidades de indivíduos e similaridade. O índice de Shannon variou de 1,71 a 2,13, porém não diferiu entre os tratamentos. O tratamento REM apresentou os maiores valores médios de estoque no período chuvoso (8,66 ± 0,42 Mg ha-1), enquanto no período menos chuvoso, os tratamentos com manipulação de recursos foram superiores ao controle. A capacidade de retenção hídrica foi semelhante entre os tratamentos, todavia constatamos um lento processo de restauração ecológica, que pode ser justificado pela proximidade às áreas urbanizadas. Acreditamos que a remoção de liteira pode retardar o desenvolvimento de plantas menos tolerantes às condições edáficas desfavoráveis, porém pode estimular adaptações morfofisiológicas. Após 12 anos do fim dos tratamentos, verificamos que a manipulação de recursos influenciou na recuperação das propriedades físicas da liteira, porém promove poucos efeitos nas características fitossociológicas.

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Publicado

2021-07-22

Edição

Seção

Artigos