Remoção do corante Remazol Black B usando celulose bacteriana como adsorvente

Autores

  • Andressa Nathally Rocha Leal Department of Materials Science, Center for Exact and Natural Sciences, Federal University of Pernambuco, Cidade Universitária, CEP 50740-560, Recife - PE, Brazil.
  • Alice da Conceição Alves de Lima Department of Antibiotics, Center for Biosciences, Federal University of Pernambuco, Cidade Universitária, 50670-420, Recife, Brazil
  • Marilia Gabriela Ferreira dos Anjos Azevedo bDepartment of Antibiotics, Center for Biosciences, Federal University of Pernambuco, Cidade Universitária, 50670-420, Recife, Brazil
  • Dayane Kelly Dias do Nascimento Santos Department of Antibiotics, Center for Biosciences, Federal University of Pernambuco, Cidade Universitária, 50670-420, Recife, Brazil
  • Léa Elias Mendes Carneiro Zaidan Department of Chemical Engineering, Center for Technology and Geosciences, Federal University of Pernambuco, Cidade Universitária CEP 50740-590, Recife - PE, Brazil.
  • Valmir Félix de Lima Department of Chemical Engineering, Center for Technology and Geosciences, Federal University of Pernambuco, Cidade Universitária CEP 50740-590, Recife - PE, Brazil.
  • Iranildo José Cruz Filho Department of Antibiotics, Center for Biosciences, Federal University of Pernambuco, Cidade Universitária, 50670-420, Recife, Brazil

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2021.034201

Palavras-chave:

celulose bacteriana, biossorção, Remazol Black B

Resumo

Efluentes de processos têxteis, quando descartados de forma inadequada, têm se mostrado uma grande preocupação ambiental. Desta forma, diferentes métodos podem ser utilizados, dentre eles a adsorção é uma técnica econômica e eficiente na remoção de corantes. Portanto, nós propomos a analisar a capacidade adsortiva da celulose bacteriana (CB) frente a efluentes contendo o corante Remazol Black B (RBB). A CB foi produzida pela bactéria Gluconacetobacter hansenii e caracterizada pelas técnicas de FTIR, DRX, TGA / DTG e pH (PCZ). Os testes de remoção do RBB foram realizados inicialmente em diferentes pHs. A partir da melhor condição experimental, novos testes foram realizados nas temperaturas de 30, 40, 60 e 100 ± 2 °C, 150 rpm, pH 3,5, utilizando 0,5 g de adsorvente nas concentrações de corante de 25 a 65 mg·L-1. O estudo cinético mostrou que o equilíbrio do sistema foi alcançado em 80 minutos. Os dados experimentais foram melhor descritos pelo modelo de pseudo-segunda ordem. Os resultados de equilíbrio mostraram que os dados experimentais se ajustam ao modelo de Langmuir (qmax 17,513 mg·g-1). Os parâmetros termodinâmicos de adsorção mostraram que o processo é exotérmico, não espontâneo e também apresentou baixa aleatoriedade do sistema. A energia de ativação (Ea) foi de 23,8 kJ·mol-1 caracterizando adsorção física. A água residual não foi tóxica para as células animais ou microbianas. A celulose bacteriana mostrou-se um bom adsorvente de baixo custo, fácil de adquirir e que pode ser utilizado no processo de adsorção.

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Publicado

2021-04-16