Alterações funcionais e biopsicossociais de pacientes com pé diabético

Autores

  • Osmar Max Gonçalves Neves Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de Sergipe.
  • Paula Santos Nunes Pós-graduação em Ciências da Saúde, Universidade Federal de Sergipe. https://orcid.org/0000-0003-3588-0178
  • Fernanda Oliveira de Carvalho Pós-graduação em Ciências da Saúde, Universidade Federal de Sergipe.
  • Maria Joseli Melo Jesus Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de Sergipe.
  • José Aderval Aragão Departamento de Morfologia (CCBS), Universidade Federal de Sergipe.
  • Adriano Antunes de Souza Araújo Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas; Pós -graduação em Ciências da Saúde, Universidade Federal de Sergipe.

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2021.036001

Palavras-chave:

pé diabético, impacto psicossocial, qualidade de vida

Resumo

O caráter crônico do pé diabético pode influenciar no desenvolvimento de distúrbios psicológicos, contudo, ainda é preciso compreender as associações do pé diabético às condições biopsicossociais, restrições de funcionalidade e a qualidade de vida destes pacientes. Dessa forma, o objetivo desse caracterizar as alterações funcionais e psicossociais e investigar a qualidade de vida, ansiedade e depressão em pacientes com pé diabético. Para tanto, foi realizado um estudo transversal, por meio de aplicação de questionários (sociodemográfico, Escala de Independência Funcional - Kats, Questionário de qualidade de vida - Whoqol-Bref, Escala hospitalar de ansiedade e depressão HADS), em pacientes com diabetes mellitus e com pé diabético atendidos no serviço de cirurgia vascular durante 18 meses em um hospital terciário. Dos pacientes incluídos, 200 possuíam pé diabético, atenderam aos demais critérios de inclusão e aceitaram participar da pesquisa. Cerca de 31% dos indivíduos estudados apresentaram classificação A de Katz (independência funcional). A qualidade de vida geral determinada pelo Whoqol-Bref foi de 51,1, e entre os domínios, o domínio físico demonstrou a menor média, igual a 32. Esse achado pode ser associado à baixa independência funcional encontrada em 31% dos pacientes. Foi observada uma prevalência de 29% de depressão e 23% de ansiedade nos pacientes com pé diabético. O nível da amputação demonstrou impacto maior que a existência ou não da amputação na qualidade de vida dos pacientes, resultando ainda em uma menor independência funcional. A dificuldade para realizar atividades básicas também influenciou o aumento da prevalência da ansiedade e depressão.

Biografia do Autor

Osmar Max Gonçalves Neves, Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de Sergipe.

Departamento de Farmácia (CCBS), Universidade Federal de Sergipe. Área: Ciências da Saúde, Sub-área: Medicina.

Paula Santos Nunes, Pós-graduação em Ciências da Saúde, Universidade Federal de Sergipe.

Departamento de Morfologia (CCBS), Universidade Federal de Sergipe. Área: Ciências da Saúde, Sub-área: Medicina.

Fernanda Oliveira de Carvalho, Pós-graduação em Ciências da Saúde, Universidade Federal de Sergipe.

Pós-graduação em Ciências da Saúde,  Universidade Federal de Sergipe. Área: Ciências da Saúde, Sub-área: Medicina.

Maria Joseli Melo Jesus, Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de Sergipe.

Departamento de Farmácia (CCBS), Universidade Federal de Sergipe. Área: Ciências da Saúde, Sub-área: Medicina.

José Aderval Aragão, Departamento de Morfologia (CCBS), Universidade Federal de Sergipe.

Departamento de Morfologia (CCBS), Universidade Federal de Sergipe. Área: Ciências da Saúde, Sub-área: Medicina.

Adriano Antunes de Souza Araújo, Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas; Pós -graduação em Ciências da Saúde, Universidade Federal de Sergipe.

Departamento de Farmácia. Área: Ciências da Saúde; Sub-área: Medicina

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Publicado

2021-04-16