Formação de carimãs e sobrevivência do bicudo do algodoeiro em cultivares de algodão

Edenilson Batista Ribeiro, Carlos Alberto Domingues da Silva, Victor Rosário de Novais, Willian Santos do Vale, Gustavo dos Santos Silva, Thiago Lima Melo, Suzany Aguiar Leite, Maria Aparecida Castellani

Resumo


O objetivo do trabalho foi estimar a formação de carimãs em diferentes cultivares de algodoeiro e a sobrevivência dos bicudos no interior dessas estruturas vegetais. A formação de carimãs foi estimada nas cultivares de algodão FM 975 WS, FM 944 GL, FM 982 GL e FM 910. Maçãs secas (carimãs) de cada cultivar foram coletadas em 20 pontos amostrais em uma área de dois hectares. Os carimãs coletados foram transportados para o laboratório e dissecados para contagem dos bicudos adultos no seu interior. A sobrevivência de adultos do bicudo foi avaliada por meio da coleta de 750 carimãs da cultivar FM 910, dissecando-se posteriormente 50 carimãs a cada 15 dias, a partir da data de coleta até 210 dias, quantificando-se adultos vivos e mortos. Os adultos foram alimentados com botões florais de Hibiscus sp. até a morte. Os resultados demonstraram que a formação de maçãs secas que não se abrem (carimãs) varia com o tipo de cultivar de algodão escolhida para plantio. A grande maioria da população de bicudos aprisionados nos lóculos dos carimãs não sobrevive por longo período de tempo, embora uma porção bastante reduzida dessa população seja capaz de sobreviver e emergir dessas estruturas por mais de cinco meses.

Palavras-chave


Anthonomus grandis, entressafra, Gossypium hirsutum

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DOI: https://doi.org/10.14808/sci.plena.2020.020202

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