Qualidade microbiológica da marcela (Achyrocline satureioides (LAM.) DC.) comercializada por vendedores ambulantes

Monik Martins, Eveline Dischkaln Stolz, Marta Grassi Gadea, Terimar Ruoso Moresco

Resumo


O Brasil possui diversidade biológica e cultural que colabora para que as plantas medicinais sejam utilizadas como uma alternativa ao uso de medicamentos. Por serem naturais e menos onerosas, seu consumo tem aumentado, porém a falta de fiscalização na sua comercialização põe em discussão sua qualidade. Esse trabalho visa analisar a qualidade microbiológica de amostras de Achyrocline satureioides (LAM.) DC., popularmente conhecida por marcela, comercializadas por feirantes em cidades do Rio Grande do Sul (RS) - Brasil. Foram analisadas bactérias mesófilas, fungos, coliformes totais e termotolerantes, Staphylococcus coagulase negativa e positiva e Escherichia coli. Todas as análises seguiram a metodologia descrita no Manual de Métodos de Análise Microbiológica de Alimentos e Água. Os resultados indicam que as amostras estão adequadas para consumo conforme preconiza a legislação Brasileira. A contaminação por bactérias mesófilas aeróbias apresentou variação de 2,6x103 a 1,2x106 UFC e por fungos foi de 1,8x103 a 4,2x104 UFC. Quatro amostras apresentaram contagem para coliformes totais, duas para coliformes termotolerantes e somente em uma amostra foi detectada E. coli. Staphylococcus coagulase positiva não foi detectado. Em vista dos argumentos apresentados conclui-se que a marcela comercializada por feirantes e vendedores ambulantes de cidades do RS não apresenta riscos microbiológicos à população, pois atendem às especificações e critérios compreendidos pela legislação brasileira para microrganismos indicadores de contaminação ambiental e por manipulação.


Palavras-chave


planta medicinal, contaminação microbiológica, qualidade higiênico-sanitária

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DOI: https://doi.org/10.14808/sci.plena.2019.096201

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