A sustentabilidade das práticas de espeleoturismo no município de Laranjeiras, Sergipe

Autores

  • Christiane Ramos Donato Colégio de Aplicação, Universidade Federal de Sergipe
  • Isabel Cristina Barreto Andrade Núcleo de Empreendedorismo, Universidade Tiradentes
  • Michele Amorim Becker Departamento de Comunicação Social, Universidade Federal de Sergipe
  • Emanuella Santos de Carvalho Departamento de Administração, Universidade Federal de Sergipe
  • Heleno dos Santos Macedo Doutorado em Geografia, Universidade Federal de Sergipe

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2018.125304

Palavras-chave:

Sustentabilidade, Cavernas, Espeleoturismo

Resumo

A relação existente entre o ser humano e as cavernas existe desde as civilizações antigas. As cavidades naturais, suas lendas, mitos e religiões associadas indicam o tipo de relação entre esses ambientes e a população do seu entorno. Dentre as formas de visitação a cavernas, temos o espeleoturismo, uma modalidade do turismo sustentável em que visitantes são guiados por profissionais qualificados para vivenciarem experiências dentro do ambiente cavernícola e no seu entorno. Para analisar os graus de sustentabilidade do espeleoturismo em cavernas do município de Laranjeiras/Sergipe, a metodologia foi organizada de acordo com os objetivos específicos, utilizando para isso, o método de avaliação potencial de espeleoturismo, em que suas deliberações foram adaptadas à realidade do município estudado e o uso de um questionário, para reconhecer a percepção socioambiental dos moradores de Laranjeiras sobre as cavernas e seu entorno. Os resultados apontam que nenhuma das cavernas pesquisadas obteve potencial absoluto, intenso ou alto para espeleoturismo. A Gruta da Matriana, a Gruta Raposinha e a Gruta da Pedra Furada possuem 50% de potencial, classificando-as como de média potencialidade. A Gruta Aventureiros, a Gruta da Pseudomatriana e a Gruta dos Orixás possuem 33,33% de potencial, classificando-as, junto com a Gruta da Raposa e a Gruta do Tramandaí com 22,22% de potencial, em potencialidade moderada. A Gruta da Janela foi a única considerada inapta ao turismo, pois apresenta risco de contaminação patológica por Loxoceles sp. (aranha-marrom) e Lutzomyia sp. (mosquito-palha).

Biografia do Autor

Christiane Ramos Donato, Colégio de Aplicação, Universidade Federal de Sergipe

Possui graduação em Ciências Biológicas-Licenciatura pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), mestrado e doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela UFS. Atualmente é vice-diretora do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe (CODAP/UFS). É professora DNL (Disciplina Não Linguística) de Ciências no Projeto Bilinguismo/Língua Francesa do CODAP/UFS.Tem experiência nas áreas de Educação e Ecologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação Ambiental, Ensino de Ciências e Biologia, Biologia Subterrânea, Conservação da Natureza, Avaliação da Dinâmica Ambiental, Planejamento e Gestão Ambiental, Ecologia de Ecossistema e de Comunidade.

Isabel Cristina Barreto Andrade, Núcleo de Empreendedorismo, Universidade Tiradentes

Graduada em Administração de Empresas pela Faculdade de Administração e Negócios de Sergipe - FANESE (2004). Pós-Graduação em Gestão Ambiental e em MKT Executivo (2006 e 2008 respectivamente) - FANESE. Mestre e Doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente (2008 - 2012 e 2013 - 2016 pela Universidade Federal de Sergipe - UFS - respectivamente). Na graduação leciona as disciplinas: MKT, Teoria das Organizações; Empreendedorismo; Introdução a Administração; TGA; Qualidade em Serviços; Estratégia Mercadológica; Logística; Modelos de Gestão; Sustentabilidade e Orientação de Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. Na Pós-Graduação Leciona as disciplinas: Modelos de Gestão; Logística; Gestão Estratégica Empresarial; Fontes Alternativas de Energia; Sistema de Gestão Ambiental e Empreendedorismo. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em MKT, Planejamento Estratégico, Empreendedorismo e Meio Ambiente. Trabalhou como professor substituto na Universidade Federal de Sergipe (2015 - 2017). Trabalha na Universidade Tiradentes (UNIT). Atualmente coordena o Núcleo de Empreendedorismo da UNIT. 

Michele Amorim Becker, Departamento de Comunicação Social, Universidade Federal de Sergipe

Pós-doutoranda em Comunicação pela Universidade Federal de Sergipe (PPGCOM/UFS). Doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal de Sergipe (PRODEMA/UFS). Realizou estágio doutoral no Departamento de Comunicação Social da Univeristé du Québec à Trois Riviéres (UQTR), Canadá, entre 2014 e 2015, com supervisão do Prof. Dr. Raymond Corriveau. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal de Sergipe (PRODEMA/UFS). Possui especialização em Jornalismo Cultural pelas Faculdades Integradas de Patos (FIP) e graduação em Comunicação Social - Jornalismo - pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI). Atuou na imprensa brasileira e franco-brasileira, sobretudo, no campo do Jornalismo Cultural. Trabalhou ainda como assessora de imprensa nos estados da Paraíba e de São Paulo. Atualmente direciona suas pesquisas para as áreas de Comunicação Ambiental, Comunicação de Riscos, Responsabilidade Socioambiental e Participação Social.

Emanuella Santos de Carvalho, Departamento de Administração, Universidade Federal de Sergipe

Mestre em Turismo pelo IFS;  tecnóloga em Gestão de Turismo pelo IFS; estudante de especialização em Planejamento do Turismo; graduanda em Administração pela UFS; membro do Grupo de Pesquisa Turismo, Educação e Cultura - GPTEC-IFS, vinculado à Coordenadoria do Curso Superior em Turismo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe - IFS, atuando em pesquisas que abrangem meio ambiente, ecoturismo, educação ambiental, educação patrimonial e tecnologias sociais; associada efetiva da ONG Centro da Terra: Grupo Espeleológico de Sergipe, atuando em planejamento e gestão de eventos, ministração de palestras e cursos de capacitação, ações de educação ambiental e patrimonial, projetos de planejamento turístico e monitoria em atividades de campo.

Heleno dos Santos Macedo, Doutorado em Geografia, Universidade Federal de Sergipe

Graduado em Licenciatura (2005/2) e bacharelado (2015/2) em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe - UFS (2005/2). Mestre em Geografia (2014), e atualmente, concludente do curso de doutorado pelo Programa de Pós-graduação em Geografia (PPGEO/UFS) na linha de pesquisa em Dinâmica Ambiental. Especialização em Geoprocessamento e georreferenciamento (em andamento) pela Universidade Cândido Mendes - Instituto Prominas (RJ). Professor do ensino Público do estado de Sergipe (Ensino fundamental e médio), Professor da Faculdade do Nordeste da Bahia (FANEB) lecionando para o curso de Agronomia e lecionando também, para a Faculdade de Negócios de Sergipe (FANESE) para o curso de Engenharia civil e Engenharia de petróleo. Atuou como Professor Substituto para o Núcleo de Engenharia Ambiental - NEAM / UFS (Campus São Cristóvão) 2011/2012, lecionando as disciplinas Cartografia Digital e Geoprocessamento. Membro do Grupo de Pesquisa em Dinâmica Ambiental e Geomorfologia - DAGEO (CNPQ/DGE/UFS) desenvolvendo pesquisas em Geomorfologia do Quaternário, Mudanças Ambientais, Análise e Gestão de Bacias Hidrográficas, SIG e Representações Cartográficas de Dados Espaciais e Impactos Ambientais e Ordenamento Territorial. Membro pesquisador do Grupo de Estudos em Carstologia PUC/Minas. Associado da União Brasileira de Geomorfologia(UGB); da Associação Brasileira de Estudos do Quaternário (ABEQUA); da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), da Sociedade Brasileira de Geologia (SBGEO) e da Associação Brasileira de Climatologia (ABC). Atualmente desenvolve pesquisa como colaborador do Projeto PAN - Cavernas do São Francisco pelo Ministério do Meio Ambiente. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geomorfologia, Planejamento/Ordenamento Territorial, Bacias Hidrográficas e Representação da Terra, especificamente em Cartografia Digital e Geoprocessamento, atuando principalmente nos seguintes temas: Geomorfologia Estrutural, Cárstica, Fluvial e Costeira; Climatologia e meteorologia Agrícola; Dinâmica e Gestão de Bacias Hidrográficas; Ocupação do Solo e uso da terra; Representações Cartográficas de Dados Espaciais, Manipulação de SIGs, e Sensoriamento Remoto.

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Publicado

2019-01-21

Edição

Seção

IV Encontro Nordestino de Espeleologia