Avaliação dos parâmetros morfológicos da qualidade de mudas de Paubrasilia echinata (pau-brasil) em viveiro florestal

Autores

  • Silvio Henrique Menezes Gomes Centro de Métodos Quantitativos, Universidade de São Paulo, 13418-900, Piracicaba-SP, Brasil
  • Francineide Bezerra Gonçalves Laboratório de Ecologia Florestal, Universidade Federal de Sergipe, 49100-000, São Cristóvão-SE, Brasil
  • Robério Anastácio Ferreira Departamento de Ciências Florestais, Universidade Federal de Sergipe, 49100-000, São Cristóvão-SE, Brasil
  • Felipy Rafael Marinho Pereira Departamento de Ciências Florestais, Universidade Federal da Paraíba, 58051-900, João Pessoa-PB, Brasil
  • Milena Mascarenhas de Jesus Ribeiro Departamento de Ciências Florestais, Universidade Federal de Sergipe, 49100-000, São Cristóvão-SE, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2019.011701

Palavras-chave:

Heliófitas, Índice de Qualidade de Dickson, Modelos lineares

Resumo

Paubrasilia echinata é uma espécie arbórea, perenifólia, de ocorrência em florestas da mata atlântica e possui madeira densa e resistente, ameaçada de extinção devido a sua exploração inadequada. Tendo em vista a importância econômica e ambiental, se faz necessário a produção de mudas com parâmetros de qualidade aceitáveis, com crescimento análogo e, consequentemente, menor mortalidade no campo. Assim, o presente trabalho teve como objetivo realizar análise morfológica para qualidade de mudas de pau-brasil, além do ajuste de equações para estimativa do Índice de qualidade de Dickson (IQD), Peso da matéria seca da parte aérea (PMSPA) e Peso da matéria seca da raiz (PMSR) como alternativa ao uso de métodos destrutivos para a espécie. Foram realizadas três avaliações quinzenalmente com 50 amostras das 540 mudas de pau-brasil. As variáveis utilizadas foram: diâmetro a altura do colo (DAC), altura (H) e o número de folhas (NF), peso seco e úmido de 10 mudas em cada avaliação. Foram testadas 15 equações, visando gerar o modelo geral para todas as variáveis de interesse. Para o DAC e H, as mudas obtiveram valores acima de 5 mm e 20 cm, respectivamente. Observou-se que o peso de massa seca, na relação PMSPA/PMSR o valor médio alcançado foi de 3,24 e o IQD de 0,53. As melhores equações com ajustes para IQD foram de 3 a 6. As melhores equações para PMSPA e PMSR, respectivamente, foram a 12 e 15. Conforme os parâmetros morfológicos apresentados, as mudas de pau-brasil estão aptas ao plantio mesmo apresentando baixo IQD.

Biografia do Autor

Silvio Henrique Menezes Gomes, Centro de Métodos Quantitativos, Universidade de São Paulo, 13418-900, Piracicaba-SP, Brasil

http://lattes.cnpq.br/5473523313766700

Mestre em Ciências Florestais pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Francineide Bezerra Gonçalves, Laboratório de Ecologia Florestal, Universidade Federal de Sergipe, 49100-000, São Cristóvão-SE, Brasil

Mestre em Meio Ambiente pela Universidade Federal de Sergipe

Robério Anastácio Ferreira, Departamento de Ciências Florestais, Universidade Federal de Sergipe, 49100-000, São Cristóvão-SE, Brasil

Professor Adjunto I no Departamento de Ciências Florestais

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Publicado

2019-02-27