Parasitoses intestinais e a inter-relação com os aspectos socioeconômicos de indivíduos residentes em um povoado rural (Rosápolis de Parnaíba-PI)

Autores

  • Marília Leal Viana Graduada em Biomedicina pela Universidade Federal do Piauí
  • Neiviane Rodrigues Fialho Graduada em Biomedicina pela Universidade Federal do Piauí
  • Susana Maria Silva Rocha Graduada em Biomedicina pela Universidade Federal do Piauí
  • Tomásia Caroline Lopes Amorim Alves Graduada em Biomedicina Universidade Federal do Piauí
  • Reginaldo Almeida da Trindade Universidade Federal do Rio de Janeiro Centro de Ciências da Saúde Faculdade de Farmácia Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas
  • Ana Carolina Fonseca Lindoso Melo Departamento de Patologia e Medicina Legal Faculdade de Medicina Universidade Federal do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2017.086801

Palavras-chave:

Doenças parasitárias, Epidemiologia, População rural

Resumo

As parasitoses intestinais ainda são problemas de saúde pública devido às altas taxas de morbidade e associação às precárias condições de saneamento e hábitos higiênicos da população. Em comunidades rurais, essas infecções são agravadas pela falta de diagnóstico e tratamento adequado. Portanto, os objetivos deste trabalho foram determinar a prevalência das parasitoses intestinais na comunidade de Rosápolis de Parnaíba-PI e analisar os aspectos socioeconômicos associados. Amostras fecais (n=1377) coletadas de indivíduos em 360 residências foram analisadas pelo método de Hoffman. Paralelamente, informações socioeconômicas e de hábitos higiênicos foram obtidas por um questionário aplicado ao responsável pelo domicílio. Os resultados das análises laboratoriais revelaram uma prevalência global de enteroparasitoses de 53,9% (743/1377). Entre os parasitos encontrados, protozoários e helmintos corresponderam a 70,3% e 15,3%, respectivamente. Infecções mistas (protozoários+helmintos) foram encontradas em 14,2% dos parasitados. Giardia duodenalis foi o protozoário patogênico mais prevalente (25,6%). Entre helmintos, Ascaris lumbricoides (18,8%) e ancilostomídeo (12,6%) foram os mais encontrados. Não houve diferença estatisticamente significativa quanto ao gênero ou idade dos indivíduos em relação à prevalência. Aspectos socioeconômicos e higiênico-sanitários, tais como consumo de água de torneira sem tratamento (filtração ou fervura) e consumo de vegetais crus e/ou lavados com água da torneira, além de uma alta taxa de “queima” como destino final do lixo, foram os hábitos mais relatados pelos indivíduos. Conclui-se pela alta prevalência de enteroparasitoses nos indivíduos residentes do povoado Rosápolis que essas infecções ainda constituem um importante grupo de doenças preveníveis que afetam as comunidades rurais.

Biografia do Autor

Reginaldo Almeida da Trindade, Universidade Federal do Rio de Janeiro Centro de Ciências da Saúde Faculdade de Farmácia Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas

Atua em Diagnóstico Clínico Laboratorial e desenvolvimento de sistemas de liberação controlada para moléculas bioativas.

http://lattes.cnpq.br/2125912718440516

Ana Carolina Fonseca Lindoso Melo, Departamento de Patologia e Medicina Legal Faculdade de Medicina Universidade Federal do Ceará

Atua em Parasitologia Básica e Parasitologia Médica.

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Publicado

2017-09-25