Pré-tratamento hidrotérmico de resíduos do milho visando à produção de etanol de segunda geração

Autores

  • Martha Suzana Rodrigues dos Santos-Rocha PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA QUÍMICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
  • Renata Beraldo Alencar de Souza UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
  • Gislene Mota da Silva UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
  • Antonio José Gonçalves da Cruz DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
  • Renata Maria Rosas Garcia Almeida DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2017.034202

Palavras-chave:

biomassa lignocelulósica, pré-tratamento hidrotérmico, bioetanol.

Resumo

Esse trabalho avaliou o potencial de produção de etanol de segunda geração (E2G) a partir da palha e do sabugo de milho. Os resíduos do milho foram submetidos ao pré-tratamento hidrotérmico (PTH), hidrólise enzimática e fermentação. O PTH foi realizado em reator de aço inoxidável em duas condições: 170°C/15 min e 195°C/10 min, em agitação de 200 rpm. As frações quantificadas foram: celulose, hemicelulose, lignina, cinzas, proteína e extrativos. Após pré-tratamento hidrotérmico, a amostra de palha apresentou 70,7% de remoção de hemicelulose a 170°C/15 min e 89,7% a 195°C/10 min. A menor perda de celulose ocorreu na condição mais branda de temperatura (170°C). Em relação ao sabugo, a remoção de hemicelulose foi de 58,7% a 170°C/15 min e 67,8% a 195°C/10 min. A menor perda de celulose foi obtida na maior temperatura (195°C). As amostras pré-tratadas foram submetidas a experimentos de hidrólise enzimática e fermentação. Obteve-se 87,5% de eficiência na fermentação para a palha pré-tratada a 170°C e 15 min e 86,9% para o sabugo pré-tratado a 195°C e 10 min. Os resultados indicam que os resíduos do milho são promissores para a obtenção de etanol de segunda geração visto que cerca de 2.500,000 mil litros de etanol podem ser obtidos a partir do processamento da palha e do sabugo de milho nas regiões centro-oeste, sul e sudeste do Brasil, sem aumentar as áreas de cultivo.

Biografia do Autor

Martha Suzana Rodrigues dos Santos-Rocha, PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA QUÍMICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

Doutoranda em Engenharia Química pelo Programa de Pós Graduação em Engenharia Química da Universidade Federal de São Carlos, subárea Engenharia Bioquímica. Atua na produção de bioetanol a partir de biomassas lignocelulósias.

Antonio José Gonçalves da Cruz, DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

PROFESSOR ASSOCIADO DA ÁREA DE PROCESSOS QUÍMICOS DO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

Renata Maria Rosas Garcia Almeida, DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

PROFESSOR ADJUNTO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

Downloads

Publicado

2017-06-09