Estudo experimental da fluidodinâmica do bagaço de laranja em leito fluidizado

Autores

  • Manoel Marcelo do Prado Universidade Federal de Sergipe/Departamento de Engenharia Química
  • Thaís Logetto Caetité Gomes Universidade Federal de Sergipe/Departamento de Engenharia Química
  • Jonathan Santana Lobo Universidade Federal de Sergipe/Departamento de Engenharia Química
  • Tammyris Emanuella Alves Carvalho Universidade Federal de Sergipe/Departamento de Engenharia Química

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2016.054211

Palavras-chave:

bagaço de laranja, leito fluidizado, velocidade de mínina fluidização

Resumo

A laranja é uma das frutas mais utilizadas mundialmente para a produção de suco, sendo 50% dela descartada na forma de bagaço. Para o aproveitamento desse resíduo como biomassa para a geração de energia é necessária a redução do seu elevado teor de umidade. Visando avaliar o potencial uso da técnica de leito fluidizado para a secagem do bagaço de laranja, é de fundamental importância compreender o comportamento fluidodinâmico do material dentro do leito, no intuito de conhecer a capacidade de processamento e as condições de operações ótimas do equipamento. Logo, neste trabalho foram determinadas as características fluidodinâmicas do bagaço de laranja em leito fluidizado convencional, avaliando-se como os parâmetros de fluidização foram influenciados pelo tamanho de partícula e carga do material no leito. Os ensaios fluidodinâmicos foram realizados com cargas do leito de 400, 700 e 1000 g, e diâmetros médios de partícula de 1,55; 1,85 e 2,58 mm. Ao aumentar o diâmetro da partícula de 1,55 para 2,58 mm, a velocidade de mínima fluidização (vmf) aumentou de 1,36 para 1,83 m/s. Apesar de requererem uma maior velocidade do ar para começar a fluidizar, partículas com diâmetro de 2,58 mm apresentaram o maior índice de fluidização e o menor número de Froude, sendo as mais adequadas para a operação em leito fluidizado. Ao aumentar a carga de partículas de 2,58 mm alimentadas no leito de 0,4 para 1 kg, houve um aumento de 126% na queda de pressão de mínima fluidização. Entretanto, nenhuma variação significativa foi verificada em vmf.

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Publicado

2016-05-12

Edição

Seção

VII Seminário de Pesquisa em Engenharia Química - Edição financiada pela CAPES