Alcalinidade total normalizada na Zona Econômica Exclusiva da região Norte (Brasil)

Autores

  • Maria de Lourdes Souza Santos Instituto Sócio Ambiental e Recursos Hídricos. Universidade Federal Rural da Amazônia. Avenida Presidente Tancredo Neves, 2501. Terra Firme - 66077-530. Belém - Pará - Brasil.
  • Adriana Oliveira Bordalo Centro de Ciências Naturais e Tecnologia/Laboratório de Hisrocarbonetos,Universidade do Estado do Pará, CEP 66095-100, Belém-Pará,Brasil
  • Alex Costa da Silva Departamento de Oceanografia/Laboratório de Oceanografia Física Estuarina e Costeira,Universidade Federal de Pernambuco, CEP 50739-540, Recife-Pernambuco, Brasil
  • Moacyr Araújo Departamento de Oceanografia/Laboratório de Oceanografia Física Estuarina e Costeira,Universidade Federal de Pernambuco, CEP 50739-540, Recife-Pernambuco, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2016.097203

Palavras-chave:

REVIZEE, salinidade, massas de água.

Resumo

No ambiente marinho uma equação inversa entre a alcalinidade total e a salinidade, denominada de alcalinidade total normalizada (ATN) para mostrar uma relação linear entre esses parâmetros. O objetivo deste trabalho foi avaliar a distribuição superficial e vertical da ATN ao longo da Zona Econômica Exclusiva-ZEE da região Norte do Brasil, com os dados obtidos nas Operações Norte III e Norte IV, dentro do âmbito do Programa de Avaliação do Potencial Sustentável de Recursos Vivos na Zona Econômica Exclusiva (REVIZEE). Os dados demonstraram que o sistema do dióxido de carbono ao longo da ZEE Norte mantém o pH dentro da faixa esperada para o ambiente marinho. Os menores valores de pH (7,48 Norte III e 7,38 Norte IV), de AT (1971µmol kg-1, Norte III e 1878 µmol kg-1 Norte IV) e de ATN (2295 µmol kg-1 Norte III, 2293 µmol kg-1 Norte IV) na camada superficial, foram observados na área com influência da descarga do rio Amazonas, ou seja, com baixos valores de salinidade (28,31 Norte III e 24,00 Norte IV). As massas de águas na coluna de água, encontradas na região, tiveram diferenças na concentração de ATN. Essas diferenças podem ser associadas aos processos de degradação da matéria orgânica, e a formação ou dissolução do carbonato de cálcio. Pesquisas futuras englobando outras formas do sistema do dióxido de carbono, e também com a utilização de métodos mais precisos, irão servir para explicar a dinâmica desse sistema de forma mais precisa.

Biografia do Autor

Maria de Lourdes Souza Santos, Instituto Sócio Ambiental e Recursos Hídricos. Universidade Federal Rural da Amazônia. Avenida Presidente Tancredo Neves, 2501. Terra Firme - 66077-530. Belém - Pará - Brasil.

Química Industrial. Doutorado em Oceanografia. Professora da UFRA.

Adriana Oliveira Bordalo, Centro de Ciências Naturais e Tecnologia/Laboratório de Hisrocarbonetos,Universidade do Estado do Pará, CEP 66095-100, Belém-Pará,Brasil

Química Industrial. Mestre em Geoquímica. Técnica da UEPA.

Alex Costa da Silva, Departamento de Oceanografia/Laboratório de Oceanografia Física Estuarina e Costeira,Universidade Federal de Pernambuco, CEP 50739-540, Recife-Pernambuco, Brasil

Geológo. Dr em Oceanografia. Prof. do Dept. de Oceanografia.

Moacyr Araújo, Departamento de Oceanografia/Laboratório de Oceanografia Física Estuarina e Costeira,Universidade Federal de Pernambuco, CEP 50739-540, Recife-Pernambuco, Brasil

Dr. em Oceanografia. Prof. do Dept. Oceanografia.

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Publicado

2016-09-27

Como Citar

Santos, M. de L. S., Bordalo, A. O., Silva, A. C. da, & Araújo, M. (2016). Alcalinidade total normalizada na Zona Econômica Exclusiva da região Norte (Brasil). Scientia Plena, 12(9). https://doi.org/10.14808/sci.plena.2016.097203