Comparação da duração da carreira de filtração entre filtro lento com limpeza convencional e retrolavável

Autores

  • Denise Gois Michelan Universidade Federal de Sergipe
  • M L Sens
  • R L Dalsasso

DOI:

https://doi.org/10.14808/10.14808/sci.plena.2015.113303

Palavras-chave:

filtração lenta, limpeza convencional, limpeza retrolavável.

Resumo

A filtração lenta é uma técnica de tratamento de água para consumo humano bastante antiga, datada de 1804. Apesar de ser antiga, continua tendo significativa utilidade. O seu processo de tratamento se baseia na purificação de água, por meio do uso da areia como meio filtrante, para reter as impurezas. A proposta aqui apresentada está pautada na comparação da filtração lenta, entre formas de limpeza do meio filtrante: convencional ou por retrolavagem. A forma convencional ocorre por raspagem da superfície do meio filtrante, enquanto que por retrolavagem, se baseia no contra fluxo de água filtrada para expandir o meio filtrante, com consequente arraste das impurezas que ficaram retidas no meio filtrante e acima do mesmo, de modo a separar o meio filtrante das impurezas. A comparação ocorreu em função da duração da carreira de filtração dos filtros. Apesar do filtro lento com limpeza retrolavável ser considerado mais rápido durante a limpeza do meio filtrante, a duração média das carreiras de filtração foi de apenas 17 dias, isso pode ser indicador de que o perfil da camada filtrante continuou enriquecido de flora microbiana, necessário para a carreira de filtração seguinte, enquanto que o filtro lento com limpeza convencional teve duração de limpeza de aproximadamente, 50 vezes mais demorado do que o filtro lento com limpeza retrolavável. A duração média das carreiras de filtração, do filtro lento com limpeza convencional foi de 22 dias, sendo assim mais duradouras. 

Biografia do Autor

Denise Gois Michelan, Universidade Federal de Sergipe

Graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Mestre em Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP), Doutora em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora Adjunta pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).

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Publicado

2015-11-14

Edição

Seção

1º Seminário de Engenharia Civil