Potencial agrícola de um composto organomineral à base de resíduo de sisal, esterco e farinha de rocha para produção de mudas de sisal

Carla Silva Sousa, Diego Cayres Prazeres, Isabel Nunes Santos, Francisco Sousa Lima, Ana Cristina Fermino Soares

Resumo


O sisal é uma cultura de grande importância socioeconômica para a Bahia, contudo, ainda pouco estudada, tornando-se necessárias pesquisas que apontem alternativas tecnológicas para a produção de mudas com boa qualidade fitossanitária e nutricional. O aproveitamento do resíduo gerado do desfibramento das folhas é uma alternativa viável para adubação dos plantios. O presente trabalho avaliou o potencial agrícola de um composto produzido com diferentes proporções de resíduo de sisal, farinha de rocha e esterco no crescimento e nutrição de mudas de sisal. O experimento foi conduzido em delineamento de bloco casualizado, esquema fatorial 2 x 5 x 5, sendo 2 solos, 5 compostos organominerais e 5 doses (0, 10, 20, 30 e 50 t/ha), com quatro repetições. Não foi possível definir a melhor dose a ser aplicada dos compostos, entretanto, estes foram superiores ao tratamento controle (dose zero) favorecendo o crescimento das mudas. Os compostos C1 com 10% esterco+ 10% farinha de rocha + 80% resíduo de sisal e C5 com 20% esterco + 20% farinha de rocha + 60% resíduo de sisal promoveram aumento de até 253,2% e 87,5% nos teores de N e P em comparação aos demais compostos no solo argiloso. No solo arenoso, o composto C9 (30% esterco + 30% farinha de rocha + 40% resíduo) destacou-se favorecendo a absorção dos nutrientes N e P nas mudas de sisal. Fatores como tipo e grau de fertilidade do solo, ciclo vegetativo da cultura, bem como, material a ser utilizado devem ser considerados no preparo do composto organomineral.

Palavras-chave


Agave sisalana, produção de mudas, adubação orgânica

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.14808/sci.plena.2016.020201

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2016 Scientia Plena

Licença Creative Commons
Todo conteúdo deste periódico, salvo quando explicitado de forma diferente, está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.