Polioencefalomalácia em pequenos ruminantes atendidos no Ambulatório de Grandes Animais da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife-PE

Huber Rizzo, Lucas Leandro da Silva Soares, Jefferson Airton Leite Oliveira Cruz, Poliana Cordeiro Souto, Mayumi Santos Botelho Ono, Jorge Henrique Magalhães Costa, Fábio de Souza Mendonça, Lúcio Esmeraldo Honório de Melo, Janaina Azevedo Guimarães, Alexandre Cruz Dantas

Resumo


Descrevem-se quatro casos de polioencefalomalacia em caprinos e um caso em ovinos, criados como animais de companhia, na região metropolitana do Recife com idades variando de quatro meses a três anos. Em três casos os animais eram alimentados com capim, restos de alimentação humana (arroz, feijão, macarrão), casca de feijão, pão, frutas e fubá, um caprino recebia capim, grãos, palha de milho e sal mineral e o ovino ração, farelo de trigo e feijão debulhado. Os sinais clínicos caracterizaram-se por cegueira, pressão da cabeça contra objetos, andar em círculos, bruxismo, incoordenação e opistótono. Dentre os cinco animais tratados com tiamina e dexametasona, quatro se recuperaram e um veio a óbito. O diagnóstico foi feito com base na recuperação após o tratamento e dados epidemiológicos. O curso clínico variou de cinco a oito dias. Um animal foi necropsiado e apresentou na histologia, áreas de cavitações na substância cinzenta e branca no bulbo.  Em quatro casos sugere-se que polioencefalomalacia tenha ocorrido devido a deficiência de tiamina, uma vez que os animais foram responsivos ao tratamento.

Palavras-chave


necrose cerebrocortical, sistema nervoso e tiamina

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