Fator de forma e equações de volume para estimativa volumétrica de árvores em plantio de Eucalyptus urograndis

Autores

  • Dirceu Lucio Carneiro de Miranda UFMT - Universidade Federal de Mato Grosso INPA - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
  • Valmir Bernardino Junior UFMT - Universidade Federal de Mato Grosso
  • Débora Monteiro Gouveia INPA - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

Palavras-chave:

Cubagem, volumetria, plantios florestais

Resumo

Nos sistemas de inventário florestal é imprescindível o estudo detalhado de equações volumétricas visando à representatividade de informações sobre o volume de madeira a ser obtido. Dessa forma, este estudo teve como objetivo desenvolver um fator de forma e uma equação de volume para estimar o volume comercial e total de árvores de eucalipto, assim como analisar se existe diferença ao estimar esse volume utilizando os dois métodos. Foram cubadas rigorosamente 40 árvores pelo método de Smalian, para desenvolver o fator de forma e ajustar as equações de volume. O valor ponderado dos escores determinou a seleção das melhores equações. A equação de melhor ajuste para estimar o volume total e comercial com casca foi de Ln(V)= -10,0286 + 1,7767*ln(dap) + 1,1336*ln(ht) e V= -0,05504 + 0,00055*dap² + 0,0000006*dap²ht + 0,00415*ht respectivamente. A porcentagem média de casca determinada foi de 17,7% do volume total; fator de forma para estimar o volume comercial com casca, foi de 0,54038 e o fator de forma para estimar o volume total com casca, foi de 0,46243. Não houve diferenças estatísticas na estimativa do volume total e comercial com casca utilizando os diferentes métodos, assim as mesmas podem ser utilizadas para estimar o volume de Eucalyptus urograndis. Com a utilização da equação de volume e/ou fator de forma é possível quantificar com precisão o potencial produtivo da área de forma a facilitar o empresário quanto à perspectiva futura de lucro e possíveis investimentos.

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Publicado

2015-03-06