A Guerra Fria e as ditaduras militares na América do Sul

Luiz André Maia Guimarães Gesteira

Resumo


A Guerra Fria, muito mais do que uma tensão política, militar, econômica e ideológica entre os Estados Unidos da América e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, foi a fomentadora de diversos conflitos, golpes e  até mesmo outras guerras ao redor do planeta. Por seu caráter, verdadeiramente mundial, e por sua duração, mais de quatro décadas, vitimou direta e indiretamente milhões de pessoas por todo o globo. Só na América do Sul, se contabiliza um total de aproximadamente quinhentas mil vítimas, entre mortos e desaparecidos, as quais em sua grande maioria foram sequestradas, torturadas ou mortas pelos regimes ditatoriais militares, que com o apoio dos Estados Unidos, governaram parte dos países sul americanos nessa época, e que em nome do temor da expansão comunista, - como ocorrera em Cuba em 1959 - mascarada pela defesa de uma pseudo segurança nacional, mobilizaram todo um aparato, fundamentado em especial na Operação Condor, para reprimir violentamente os opositores desses regimes. Pretendemos então discutir neste artigo, de forma cronológica, a história, e algumas características - destacando semelhanças e especificidades - dos governos autoritários, que governaram as nações sul americanas no cenário da Guerra Fria, focando especialmente o Brasil e as nações do Cone Sul, analisando também a ascensão desses regimes, a relação regional entre os governos militares,   a afinidade destes com o governo estadunidense em diferentes épocas, assim como, a transição de volta à democracia nesses países.

Palavras-chave


Geopolítica Mundial. Golpes de Estado. Alianças Político-militares

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2016 Scientia Plena

Licença Creative Commons
Todo conteúdo deste periódico, salvo quando explicitado de forma diferente, está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.