Caracterização da caprinocultura na bacia leiteira sergipana

Autores

  • Gladston Rafael Arruda Santos Universidade Federal de Sergipe
  • Raquel Carvalho Mendonça Universidade Federal de Sergipe
  • Mônica Alixandrina Silva Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe
  • Larissa Oliveira Queiroz Universidade Federal de Sergipe

Palavras-chave:

cabra, leite, Sergipe

Resumo

Este trabalho teve como objetivo caracterizar o perfil socioeconômico da caprinocultura na bacia leiteira sergipana, foram analisadas propriedades de 13 municípios sergipanos (Nossa Senhora da Glória, Poço Verde, Simão Dias, Macambira, Lagarto, Campo do Brito, Pinhão, Itabaiana, Canindé de São Francisco, Capela, Aracaju, São Cristóvão e Malhador). Foram aplicados questionários visando obter informações relacionadas a indicadores sociais do proprietário, indicadores físicos da propriedade e sistemas da criação dos animais, envolvendo aspectos da produção, manejo, sanidade e reprodução. Os resultados mostraram que a maior parte dos proprietários (42,85%) possuem apenas o grau de escolaridade fundamental incompleto, que há predominância de propriedades pequenas (com menos de 10 ha.) com elevado uso de mão-de-obra familiar (47,61%) e baixo uso de assistência técnica periódica (14,28%). Os rebanhos são constituídos em sua maioria por animais de raça definida (95,23%), predominando o sistema de produção semi-intensivo (76,19%). Todos os animais recebem a mesma suplementação (85,71%) independente de sua categoria e idade.  Há a presença de enfermidades como abcessos cutâneos e diarreias (57,14%), tosse (52,38%). Na reprodução, faz-se bastante o uso da monta natural (66,66%), ocasionando desgaste reprodutivo dos animais. Desse modo, detectou-se que a caprinocultura desenvolvida em municípios sergipanos é basicamente de cultura de subsistência, com pouca utilização de novas tecnologias na produção e falta de organização do sistema.

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Publicado

2014-11-06