Progresso da Sigatoka amarela na cultivar Prata-anã em Sergipe

Zilná Brito de Rezende Quirino, Viviane Talamini, Ana da Silva Lédo, Ana Veruska Cruz da Silva, Josué Francisco da Silva Junior, Frederico de Oliveira Alberto de Oliveira

Resumo


A Sigatoka amarela é endêmica em todas as regiões produtoras de banana, e em condições ambientais favoráveis pode comprometer a produção. O objetivo do trabalho foi avaliar o progresso da severidade da Sigatoka amarela em cultivar Prata-anã nas condições edafoclimáticas dos tabuleiros costeiros de Sergipe. A área experimental foi implantada no Campo Experimental Jorge do Prado Sobral da Embrapa Tabuleiros Costeiros, no Município de Nossa Senhora das Dores, Sergipe.  A severidade da Sigatoka amarela foi avaliada a cada 30 dias, dos 60 aos 420 dias após o plantio, utilizando-se a escala descritiva proposta por Stover (1971). Após a coleta dos dados de severidade foi determinado o índice de infecção (IF) por época de avaliação por meio de uma fórmula descrita por Stover. Foram feitos correlação e ajuste de modelos de regressão entre as variáveis climáticas, o tempo (DAP) e o índice de infecção (IF) na cultivar Prata-anã. As variáveis ambientais precipitação (mm/dia) e temperatura mínima, média e máxima (°C) foram obtidas Campo Experimental Jorge do Prado Sobral da Embrapa Tabuleiros Costeiros. Além disso, o IF da cultivar Prata-anã foi correlacionado (Pearson) com estas variáveis ambientais e com o tempo (DAP). Para tanto, a curva de progresso da Sigatoka amarela foi dividida em dois períodos: 60 a 210 dias (período 1) e 240 a 420 dias (período 2). As curvas de progresso nos dois períodos foram submetidas à análise de regressão linear simples. No período 1 (60 a 210 DAP) o maior progresso da severidade da Sigatoka amarela, avaliada na cultivar Prata-anã, ocorre com o aumento da temperatura mínima e com a diminuição da  pluviosidade, já no período 2 (240 a 420 DAP) o maior progresso da severidade ocorre com a diminuição da temperatura média. Em ambos os períodos ocorre progresso linear da Sigatoka amarela em função do tempo (DAP).


Palavras-chave


Musa sp., Mycosphaerella musicola, epidemiologia

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