Avaliação da biodisponibilidade de metais em sedimentos de manguezais da área do Complexo Estuarino de Suape-PE.

P. B. Silveira, P. S. Alves, A. M. Almeida, C. A. Silva Filho, E. Valentim, C. A. Hazin

Resumo


Manguezais são reconhecidamente áreas de deposição de materiais terrestres e marinhos, portanto potencialmente acumuladores de metais pesados. Por outro lado, eles são uma importante fonte de detritos que formam a base da maioria das cadeias alimentares costeiras tropicais. Assim, os metais acumulados nos mangues podem potencialmente contaminar tais cadeias e, através delas, eventualmente atingir populações humanas. Por este motivo, sua determinação constitui um dado importante para o estabelecimento de critérios de qualidade e de controle da poluição em geral. No intuito de contribuir com o estudo desses ambientes, foram analisados os sedimentos dos mangues dos rios Massangana e Tatuoca, na área do Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco – Brasil. As concentrações dos metais Cd, Pb, Al, Zn e Fe foram determinadas por espectrometria de absorção atômica. Os teores obtidos para os metais [Cd (< 0,10 mg.kg-1), Pb (<0,05 mg.kg-1 – 3,14 mg.kg-1), Mn (12 mg.kg-1– 65 mg.kg-1), Zn (<0,04 mg.kg-1), Fe (710 mg.kg-1 - 15000 mg.kg-1), Al (1100 mg.kg-1 – 1600mg.kg-1] foram comparados com alguns valores de referência internacionais (National Oceanic and Atmospheric Administration – NOAA e Summary of Existing Canadian Environmental Quality Guidelines), os quais apresentaram concentrações abaixo dos níveis estabelecidos, sugerindo a não biodisponibilidade desses metais para a biota. A atuação das marés e a alta granulometria das amostras podem ainda dificultar a acumulação desses metais nos sedimentos da região. Entretanto, estes níveis podem ser danosos aos organismos bentônicos os quais, ao estarem fixados no substrato, podem estar mais suscetíveis à contaminação.


Palavras-chave


Manguezais, Metais, Suape-PE.

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