Desenvolvimento inicial in vitro de gliricídia em diferentes níveis de salinidade

Francielen Paola de Sá, José Luiz de Sá, Cristiane Otto de Sá, Julie Anne Espíndola Amorim, Thays Saynara Alves Menezes, Ana da Silva Lédo

Resumo


A salinização é um processo comum nas regiões semiáridas do Brasil, provocado principalmente por ações antrópicas como manejo inadequado da irrigação e/ou em razão ao déficit de precipitação em relação à evapotranspiração. O acúmulo de sais nas camadas superficiais do solo prejudica o desenvolvimento das plantas, gerando problemas econômicos e ambientais, como menor produtividade das culturas e, degradação e abandono da terra. Diante disso, os sistemas agrossilvipastoris são indicados para recuperação de tais áreas e, uma das espécies indicadas para compor este sistema é a gliricídia. Existem poucos trabalhos relacionados com a tolerância desta espécie à salinização. O objetivo deste trabalho foi avaliar a germinação e o crescimento inicial de sementes de gliricídia cultivadas in vitro sob diferentes níveis de estresse salino. Sementes foram inoculadas em meio MS e submetidas a diferentes concentrações de NaCl (0, 30, 60, 90 e 120 mM). Após 30 e 60 dias de cultivo in vitro foram avaliados o percentual de germinação e de plântulas normais, o comprimento da parte aérea e a viabilidade das plântulas. O maior tempo de exposição das sementes de gliricídia ao estresse salino promoveu os maiores resultados para todas as variáveis analisadas, exceto para viabilidade. Ocorreu a redução de 5% da porcentagem de germinação das sementes inoculadas no meio de cultura suplementado com a maior concentração de NaCl em relação à testemunha. Contudo, o aumento da concentração de NaCl promoveu uma redução na porcentagem de plântulas normais, sugerindo que gliricídia seja sensível ao estresse salino durante seu desenvolvimento inicial in vitro.  


Palavras-chave


salinidade, Gliricidia sepium, cultivo in vitro

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