Utilização da borra de glicerina como co-substrato na geração de biogás

Autores

  • Odorico Konrad UNIVATES
  • Jaqueline Fernandes Tonetto UNIVATES
  • Marluce Lumi UNIVATES
  • Nara Paula Schmeier UNIVATES
  • Débora Tairini Brietzke UNIVATES

Palavras-chave:

biogás, borra de glicerina, metano

Resumo

A presente pesquisa teve como principal objetivo avaliar a utilização da borra de glicerina oriunda do processo de fabricação de produtos de higiene e limpeza como um co-substrato para suplementar a geração de biogás e o rendimento de metano. Para tanto, testou-se borra de glicerina nos percentuais de 2%, 4% e 6% a fim de avaliar qual percentual apresenta melhores condições para suplementação. O teste foi realizado no Laboratório de Biorreatores da UNIVATES, onde preparou-se 24 reatores contendo 600 mL de lodo de estação de tratamento de efluentes em cada um, sendo que estes foram divididos em triplicatas de acordo com as amostras que apresentassem melhor representatividade. Os reatores foram mantidos sob condições mesofílicas (35°C) com tempo de retenção hidráulica de aproximadamente 56 dias. O volume de biogás gerado foi controlado por um sistema automatizado para leitura em escala laboratorial e a qualidade do biogás (CH4), medida a partir de um sensor específico denominado Advanced Gasmitter, produzido pela empresa PRONOVA Analysentechnik GmbH & Co. Os resultados obtidos demonstraram que a borra de glicerina tem potencial para suplementar a geração de biogás, sendo que a amostra que recebeu o tratamento 4% obteve maior rendimento de biogás (128,54%) e de metano (96,79%) em relação à triplicata controle e, além disso, que cargas orgânicas muito elevadas podem comprometer o processo de biodigestão afetando a qualidade do biogás. 

Biografia do Autor

Odorico Konrad, UNIVATES

Doutor em Engenharia Ambiental e Sanitária - Montanuniversitat Leoben Austria (2002), graduado em Engenharia Civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1992), professor/pesquisador da UNIVATES. Tem experiência na área de Engenharia Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: biogás, biorreatores, energias renováveis, resíduos sólidos, saneamento ambiental, compostagem.

Jaqueline Fernandes Tonetto, UNIVATES

Bióloga pela Universidade Regional de Blumenau - FURB, com habilitação em Licenciatura e Bacharelado. Possui vínculo de pesquisadora com a UNIVATES. Tem experiência na área de Bioquímica, com ênfase na produção de biogás, meio ambiente, energias renováveis e biorreatores.

Marluce Lumi, UNIVATES

Graduanda em Engenharia Ambiental, tem experiência na área Residuos Sólidos, Domésticos e Industriais, atuando principalmente nos seguintes temas: metano, biogás, lodo, glicerina residual e energias renováveis. Estagiou na área de resíduos sólidos e atualmente participa em projeto de pesquisa com foco na geração de biogás a partir de diferentes substratos.

Nara Paula Schmeier, UNIVATES

Engenheira Ambiental pela Univates (2012). Atualmente atua nos laboratórios de ensino (biorreatores, gerenciamento de resíduos e tratamento de águas e efluentes) do curso de Engenharia Ambiental da UNIVATES e participa de projeto de pesquisa voltado a geração de biogás, estudos de degradação, reuso e geração de energia. Tem experiência na área Ambiental, atuando com os seguintes temas: recuperação de áreas de degradas por técnicas da Bioengenharia de Solos, resíduos sólidos e energias renováveis.

Débora Tairini Brietzke, UNIVATES

Acadêmica do curso de Engenharia Ambiental do Centro Universitário UNIVATES, bolsista de Iniciação Científica do Laboratório de Biorreatores UNIVATES. Com experiência nas áreas de pesquisa sobre biogás e domínio em Licenças Ambientais (FEPAM).

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Publicado

2014-02-17