Efeito do ferro nas propriedades estruturais e ópticas de nanopartículas de fosfato tricálcio para uso como filtro solar

Autores

  • Tatiana Santos de Araujo Batista Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe
  • João Batista dos Santos-Filho Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe
  • Vitória Karen Raimundo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe
  • João Vitor dos Santos Goto Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe
  • Geovana Dresch Webler Universidade Federal de Alagoas
  • Jandir Miguel Hickmann Universidade Federal de Alagoas

Palavras-chave:

Fosfato tricálcio, filtro solar, caracterização

Resumo

Diante do crescente aumento de indivíduos no mundo com câncer de pele, a ineficácia dos filtros solares e o seu alto-custo, esta pesquisa foi realizada com o intuito de produzir um ingrediente ativo, com capacidade de absorver os raios UV, sendo fotoestável, atóxico e com boa relação custo-benefício. O fosfato tricálcio é uma substância biocompatível e livre de qualquer toxidade, já o ferro tem a capacidade de absorver os raios UV. Deste modo, tornou-se interessante somar a atividade óptica do ferro com a biocompatibilidade do fosfato tricálcio para aplicação como filtro solar. O fosfato tricálcio dopado com ferro (β-FeTCP) foi produzido através do método de precipitação química preparando-se soluções de Ca(NO3)2.4H2O + Fe(NO3)3.9H2O adicionadas a (NH4)2HPO4. A solução de Fe(NO3)3.9H2O nas concentrações de 0,01; 0,05; 0,1 e 0,2 mol/L foram produzidas em triplicata. A reação foi conduzida à temperatura ambiente com agitação constante, mantendo o pH em 10,8 com adição de NH4OH. O material foi calcinado à 8000C/2 horas. As amostras foram caracterizadas pelas técnicas de difração de raios X (DRX), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e absorção óptica (AO). Análises de DRX comprovaram a formação do material desejado. As micrografias de MEV mostraram a formação de partículas nanométricas constituídas por aglomerados heterogêneos. Análises de AO provaram  que o β–FeTCP absorve na região do UV, sendo a dopagem com 0,01mol/L de Fe3+ a que apresentou o melhor resultado. Assim, o β–FeTCP produzido neste trabalho é um candidato promissor para aplicação como filtro solar na forma de creme, maquiagens e outros.

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Publicado

2013-10-02