Metodologia para calibração do detector de NaI(Tl) 3”x3” para medições in vivo em pacientes submetidos a radioiodoterapia e indivíduos ocupacionalmente expostos ao 131I

A. C.S. Xavier, I. V. B. Lacerda, M. L. Oliveira, F. F. Lima, F. R. A. Lima

Resumo


De acordo com estudos realizados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), nos últimos anos aincidência do câncer de tireoide é a que mais cresce em relação a outros tipos. Para o seu tratamento sãonecessárias doses exatas do radioisótopo 131I para cada paciente, sendo este radionuclídeo manipulado emserviços de medicina nuclear por indivíduos que são considerados ocupacionalmente expostos (IOE). Estetrabalho tem como objetivo estabelecer a metodologia de calibração do sistema de detecção a ser utilizadona determinação da atividade terapêutica do 131I, necessária para liberar a dose absorvida desejada natireoide, bem como na monitoração desse radionuclídeo nos IOE dos serviços de medicina nuclear. Essa éuma das etapas iniciais da implementação do Laboratório de Dosimetria Interna no Centro Regional deCiências Nucleares do Nordeste (CRCN-NE). O sistema consiste em um detector de NaI(Tl) 3”x 3”acoplado ao software Genie 2000 e foram utilizadas as fontes de calibração de 60Co, 137Cs e 133Ba.Primeiramente, foram realizadas medições em indivíduos não expostos para a obtenção da AtividadeMínima Detectável (AMD) e, em seguida, foram determinadas a Incorporação Mínima Detectável (IMD)e a Dose Efetiva Mínima Detectável (DEMD) através dos modelos biocinéticos disponibilizados pelaICRP 67 e editados pelo software AIDE versão 6 tanto para trabalhadores quanto para pacientes. Osvalores para as DEMD foram 3,57 x 10-2 mSv, 5,56 x 10-2 mSv e 10,7 x 10-2 mSv para 1, 7 e 14 dias apósa incorporação, respectivamente, para trabalhadores após incorporação por ingestão do 131I. Quanto parapacientes, as DEMD foram 3,44 x 10-2 mSv, 5,63 x 10-2 mSv e 10,9 x 10-2 mSv para os mesmos períodosde tempo. A técnica é aplicável para a avaliação de dose em IOE, uma vez que se apresenta inferior aolimite mínimo recomendado de 1 mSv. A técnica também possui sensibilidade adequada para avaliaçãode atividade presente na tireoide de pacientes com disfunções tireoideanas.

Palavras-chave


dosimetria interna; iodoterapia e tireoíde

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